terça-feira, 11 de junho de 2013

SEQUÊNCIA DIDÁTICA Nº 03 - "PAUSA" - Moacyr Scliar


Conto: Pausa - Moacyr Scliar



Sequência Didática - 8ª Série - 9°Ano



1) Qual o significado da palavra pausa ?




2) O que será que um texto pode trazer com esse nome ?




3) Que tipo de texto pode ser ? Por quê ?





4) Leitura silenciosa .

5) O que acharam do texto ?



6) O que o texto conta ?




7) O que você achou que teria na saída de Samuel ?




8) O titulo antecipou o acontecimento ?




9) Quais os indícios deixados pelo narrador que gera ambíguidade ?




10) Elementos da narrativa:
a) Quem conta a história ?
b) Quem são as personagens ?
c) Onde se passa ?

SEQUÊNCIA DIDTICA Nº 02 - "MEU PRIMEIRO BEIJO" - Antônio Barreto


Público-alvo- alunos de 8ª série

1- Levantamento  do conhecimento prévio a respeito da tipologia textual: você sabe o que é narrar?
2- Discussão oral com os alunos _ ativação de conhecimentos de mundo a partir do título; levantamento de hipóteses ( o que você espera desse texto?);

3- Leitura compartilhada, com a mediação do professor, ou seja, ele guiando a leitura para dar referências de entonação, recursos de expressividade, a exemplo de interjeições;

4- Compreensão geral do texto ( análise do vocabulário, incluindo a percepção de palavras incomuns):

5- Aprofundando a compreensão _ os alunos irão responder questões propostas sobre o texto na forma escrita;

Perguntas para os alunos:

a) O beijo é apresentado apenas de forma romântica ?

b) Quais trechos do texto mostram que a experiência do beijo era algo novo para as personagens?

6- Lidando com os gêneros _ o professor vai instigar os alunos a reconhecerem a mescla de gêneros, num mesmo texto ( elementos de narrativa; presença do bilhete e trecho informativo/expositivo com explicações técnicas sobre o beijo); depois pedir aos alunos que relatem seu primeiro beijo por meio de diferentes gêneros (bilhete, email, carta, etc);

7- Busca de informações complementares em textos de apoio ou internet ( Quem foi Paracelso? O que é metabolismo? E outros termos específicos);

8- Oferecer a leitura de outros textos de diferentes autores apresentando o mesmo tema; como "O primeiro beijo" de Clarice Lispector

9- Exibição de um dos filmes: "Meu primeiro beijo/ “ Meu primeiro amor” para análise de intertextualidade e apreciação dos alunos

10- Também a título de intertextualidade apresentar a música "Beijar na boca" de Cláudia Leite

SEQUÊNCIA DIDÁTICA Nº 01 - "AVESTRUZ" - Mário Prata


Sequência Didática

Texto: Avestruz, Mário Prata.

Atividade para ser desenvolvida com o 6º ano.

Tempo previsto: 4 a 6 aulas.


Conhecimento Prévio

No primeiro momento, faça um levantamento com os alunos a respeito do tema proposto, isto é, instigue-os a dizer “tudo” que conhecem sobre o assunto.

Objetivo: discutir sobre o que é o animal; saber característica; onde vivem e se, principalmente, já tiveram experiências com avestruz.

Após a discussão, leve para sala de aula fotocópias (texto e imagem) do texto a ser estudado, e os entregue para cada aluno. Faça uma leitura coletivamente. Agora leiam o texto proposto individualmente e de modo silencioso e ao final discutam:

Você tem animal de estimação?Se não, gostaria de ter? Qual?
Já se interessou em ter um animal diferente? Por quê?
O que mais te chamou atenção no texto?
Você sabe o que é nome científico?
Em seguida, aprofunde o estudo de gêneros para chegarmos à identificação dos tipos de textos. Como se trata de uma narrativa faça uma breve revisão sobre os elementos da narrativa, principalmente, fábula.

Estudo da língua

Aproveite o momento para relembrá-los sobre os aspectos gramaticais como ,por exemplo,substantivo, adjetivo e verbo.

Sugestões



1)    No texto há substantivos próprios e comuns? Quais?

2)    Você encontrou adjetivos? Quais?

3)    Encontrem no texto três verbos e classifique-os.

Não deixe de focar o estudo do elemento narrativo, poderia ser feito seguinte questionamento: Quem está contando a história? Que tipo de texto é esse? Quais são as personagens?Em que tempo ocorre o texto?Qual assunto principal?

A partir daí finalize a Sequência Didática colocando os alunos em grupo de até 4 pessoas, e peça para que façam uma produção de texto “ fábula” com ilustração, partindo do estudo do texto, não esquecendo de ressaltar a importância da moral.

Avaliação: utilize os trabalhos para uma exposição oral dos textos em sala.

Fica a dica: Filme: Como treinar o seu dragão.

Música: A Arca de Noé



segunda-feira, 3 de junho de 2013

DEPOIMENTOS: PRIMEIRAS EXPERIÊNCIAS COM A LEITURA E ESCRITA

Depoimento da Professora Camila Corsi

Bem, minhas primeiras experiências com a leitura vieram de casa, por incentivo da minha mãe, que é uma leitora voraz, dos meus avós, que gostavam de ler e me contar estórias e de três tias que moravam conosco, também leitoras e contadoras de estória. Sempre tivemos o hábito de ler, tenho até hoje um livro confeccionado em tecido, feito para ser lido na banheira e eu adorava. Meus primeiros livros foram da Coleção Gato & Rato, livrinhos simples, mas o paraíso para uma criança de 2 anos. Então, eu a conheci... Ganhei A Vida Íntima de Laura, da Clarice Lispector, e me apaixonei por ela. Não desgrudava do livro, lia do meu modo (ainda não era alfabetizada), desenhava, pintei o livro inteirinho, com cenas que imaginei e outras que estavam lá. Também guardo Laura até hoje. No período em que estava sendo alfabetizada ganhei Lúcia Já Vou Indo, da Maria Heloisa Penteado, e acabei me identificando com ela, pois sou meio "lerdinha". A partir daí não parei mais de ler, leio bula de remédio, leio rótulo de shampoo, leio Guimarães Rosa e Machado de Assis. Não consigo ficar sem ler (e nem quero!). A escrita veio naturalmente, pois é outra coisa que gosto muito, sou apaixonada mesmo! Com 13 anos tive um poema escolhido para fazer parte do livro de poesias lançado pelo meu colégio e fiquei lisonjeada. Agradeço muito a todos aqueles que me fizeram descobrir o mundo maravilhoso da literatura, ou como disse o Contardo Calligaris "o catálogo das vidas possíveis e impossíveis"





Depoimento da Professora Célia Aparecida Penariol Canonico

Olá colegas de curso, todos nós temos uma lembrança  especial de leitura na infância,muitos adquiriram o hábito  ao verem pais ou familiares com um livro na mão,outros por serem presenteados com um livro, outros por exemplos de professores, mas o meu relato é muito diferente e especial,aprendi a amar a leitura numa casa onde não existiam livros  ,a leitura vinha de  histórias contadas por meus pais,histórias essas registradas na mente deles,talvez inventadas por eles ,pois tinham  pouca escolaridade e nenhum acesso a livros,mas tinham muitas histórias fantásticas para contar e que estimulavam a nossa imaginação e nós viajávamos mesmo.
O tempo passou ,fomos para a escola e  fomos apresentados ao  mundo dos livros,mas nunca esqueceremos  das histórias contadas com muito amor  à luz de lamparina depois do jantar.



DEPOIMENTO DA PROFESSORA CLAUDIA MANOEL

Este é meu depoimento sobre minha experiência com leitura e escrita...Não sei bem quando despertou em mim o gosto pela leitura ou pela escrita. Talvez seja por influência de minha mãe que apesar de ser cozinheira e apenas ter concluído o antigo Exame de Admissão que lhe permitiu possuir o Ensino Fundamental I abaixava-se na rua para pegar e ler qualquer papelzinho que cruzasse seu caminho. Sua maior frustração era não poder estudar quando criança porque foi retirada da escola para trabalhar e porque a mentalidade da época também ditava que o papel da mulher era se casar e cuidar dos filhos. Ela gostava de ler, em casa havia uma biblioteca com livros diversos de literatura, uma coleção de José de Alencar completa-- que aos 12 anos, eu ja lia nas horas vagas, porque eles estava ali disponiveis e visíveis-- à qual ela sempre se queixava por não ter comprado a outra do Machado de Assis! Antes de sair para o trabalho, assistia o Telecurso pela TV, adorava fazer palavras cruzadas e discorria sobre qualquer assunto. Acredito que isto me fascinou porque fui imitando suas atitudes: ler papeis na rua, fazer cruzadas, resolver contas de cabeça, entre outras. Lembro-me de que certa ocasião ela me fazia ler para si, enquanto realizava os afazeres domésticos porque dizia que eu lia "de soquinho"(entendo, hoje que ela quisesse dizer, por sílabas). Este deve ter sido um outro fator determinante no meu processo de desenvolver gosto pela leitura cedo.
Não me recordo como foi trabalhada a leitura nas séries iniciais, porém no Fundamental II, tive uma professora que trabalhava e cobrava a leitura. Éramos obrigados a retirar livro na Biblioteca da escola(e, quando não tinha blibliotecária, ela mesma nos levava para escolhermos os livro), a partir destas leituras, realizávamos provas sobre o livro, entregávamos trabalhos e regularmente, fazíamos produções de textos sobre temas livres ou escolhidos. Trabalha numa linha bem tradicionalista e normativa, lembro-m
e de certa ocasião em que usei num texto uma determinada expressão que vira num livro lido e, então ela me disse que o Machado podia utilizar àquela, mas eu não...rs (Recusei-me a aceitar isso!) E estava sempre insistindo em usar "expressões proibidas."
Durante esta fase da adolescências, gostava muito de música. E minha turma também. Assim, umas das atividades que mais "curtíamos" juntas era fazer versão de música, oúvíamos em inglês e criávamos nossa letra. Foram 4 anos agindo assim.
Então foi uma série de fatores que contribuiram para eu desenvolver minhas habilidades de leitura e escrita, família, amigos, escola e, fazer Letras foi somente consequência do meu gosto pela comunicação e expressão.
 Cláudia Manoel




DEPOIMENTO DA PROFESSORA CRISTIANE REGINA LINO ALVES

Sempre gostei de ler, de "viajar", de imaginar! Mas me lembro perfeitamente de uma noite em especial , quando minha tia de outra cidade veio passar o final de semana em nossa casa. À noite ela dormiu no mesmo quarto que eu e minha irmã e nos contou a história do "PATINHO FEIO". Nossa! Aquela atitude foi tão extraordinária que me marcou até hoje! (Não me lembro da minha mãe ter me contado histórias!) Depois disso, me tornei uma leitora mais interessada. Além disso, me lembro de algumas professoras fazerem a provinha do livro ( um deles foi Dom Casmurro) e sucessivamente. Me tornei professora de Língua Portuguesa, e também formada em Pedagogia, pude contribuir e contribuo até hoje, contando histórias para minhas duas filhas, viajando a cada noite para lugares diferentes, num mundo mágico e só nosso!