Depoimento da Professora Camila Corsi
Bem, minhas primeiras experiências com a leitura vieram de casa, por incentivo da minha mãe, que é uma leitora voraz, dos meus avós, que gostavam de ler e me contar estórias e de três tias que moravam conosco, também leitoras e contadoras de estória. Sempre tivemos o hábito de ler, tenho até hoje um livro confeccionado em tecido, feito para ser lido na banheira e eu adorava. Meus primeiros livros foram da Coleção Gato & Rato, livrinhos simples, mas o paraíso para uma criança de 2 anos. Então, eu a conheci... Ganhei A Vida Íntima de Laura, da Clarice Lispector, e me apaixonei por ela. Não desgrudava do livro, lia do meu modo (ainda não era alfabetizada), desenhava, pintei o livro inteirinho, com cenas que imaginei e outras que estavam lá. Também guardo Laura até hoje. No período em que estava sendo alfabetizada ganhei Lúcia Já Vou Indo, da Maria Heloisa Penteado, e acabei me identificando com ela, pois sou meio "lerdinha". A partir daí não parei mais de ler, leio bula de remédio, leio rótulo de shampoo, leio Guimarães Rosa e Machado de Assis. Não consigo ficar sem ler (e nem quero!). A escrita veio naturalmente, pois é outra coisa que gosto muito, sou apaixonada mesmo! Com 13 anos tive um poema escolhido para fazer parte do livro de poesias lançado pelo meu colégio e fiquei lisonjeada. Agradeço muito a todos aqueles que me fizeram descobrir o mundo maravilhoso da literatura, ou como disse o Contardo Calligaris "o catálogo das vidas possíveis e impossíveis"
Depoimento da Professora Célia Aparecida Penariol Canonico
Olá colegas de curso, todos nós temos uma lembrança especial de leitura na infância,muitos adquiriram o hábito ao verem pais ou familiares com um livro na mão,outros por serem presenteados com um livro, outros por exemplos de professores, mas o meu relato é muito diferente e especial,aprendi a amar a leitura numa casa onde não existiam livros ,a leitura vinha de histórias contadas por meus pais,histórias essas registradas na mente deles,talvez inventadas por eles ,pois tinham pouca escolaridade e nenhum acesso a livros,mas tinham muitas histórias fantásticas para contar e que estimulavam a nossa imaginação e nós viajávamos mesmo.
O tempo passou ,fomos para a escola e fomos apresentados ao mundo dos livros,mas nunca esqueceremos das histórias contadas com muito amor à luz de lamparina depois do jantar.
DEPOIMENTO DA PROFESSORA CLAUDIA MANOEL
Este é meu depoimento sobre minha experiência com leitura e escrita...Não sei bem quando despertou em mim o gosto pela leitura ou pela escrita. Talvez seja por influência de minha mãe que apesar de ser cozinheira e apenas ter concluído o antigo Exame de Admissão que lhe permitiu possuir o Ensino Fundamental I abaixava-se na rua para pegar e ler qualquer papelzinho que cruzasse seu caminho. Sua maior frustração era não poder estudar quando criança porque foi retirada da escola para trabalhar e porque a mentalidade da época também ditava que o papel da mulher era se casar e cuidar dos filhos. Ela gostava de ler, em casa havia uma biblioteca com livros diversos de literatura, uma coleção de José de Alencar completa-- que aos 12 anos, eu ja lia nas horas vagas, porque eles estava ali disponiveis e visíveis-- à qual ela sempre se queixava por não ter comprado a outra do Machado de Assis! Antes de sair para o trabalho, assistia o Telecurso pela TV, adorava fazer palavras cruzadas e discorria sobre qualquer assunto. Acredito que isto me fascinou porque fui imitando suas atitudes: ler papeis na rua, fazer cruzadas, resolver contas de cabeça, entre outras. Lembro-me de que certa ocasião ela me fazia ler para si, enquanto realizava os afazeres domésticos porque dizia que eu lia "de soquinho"(entendo, hoje que ela quisesse dizer, por sílabas). Este deve ter sido um outro fator determinante no meu processo de desenvolver gosto pela leitura cedo.
Não me recordo como foi trabalhada a leitura nas séries iniciais, porém no Fundamental II, tive uma professora que trabalhava e cobrava a leitura. Éramos obrigados a retirar livro na Biblioteca da escola(e, quando não tinha blibliotecária, ela mesma nos levava para escolhermos os livro), a partir destas leituras, realizávamos provas sobre o livro, entregávamos trabalhos e regularmente, fazíamos produções de textos sobre temas livres ou escolhidos. Trabalha numa linha bem tradicionalista e normativa, lembro-m
e de certa ocasião em que usei num texto uma determinada expressão que vira num livro lido e, então ela me disse que o Machado podia utilizar àquela, mas eu não...rs (Recusei-me a aceitar isso!) E estava sempre insistindo em usar "expressões proibidas."
e de certa ocasião em que usei num texto uma determinada expressão que vira num livro lido e, então ela me disse que o Machado podia utilizar àquela, mas eu não...rs (Recusei-me a aceitar isso!) E estava sempre insistindo em usar "expressões proibidas."
Durante esta fase da adolescências, gostava muito de música. E minha turma também. Assim, umas das atividades que mais "curtíamos" juntas era fazer versão de música, oúvíamos em inglês e criávamos nossa letra. Foram 4 anos agindo assim.
Então foi uma série de fatores que contribuiram para eu desenvolver minhas habilidades de leitura e escrita, família, amigos, escola e, fazer Letras foi somente consequência do meu gosto pela comunicação e expressão.
Cláudia Manoel
DEPOIMENTO DA PROFESSORA CRISTIANE REGINA LINO ALVES
.jpg)




Olá colegas do grupo 2
ResponderExcluirQue visual o blog de vocês! Estão de parabéns!
Quanto aos depoimentos, muito pertinentes e ricos.
Um abraço, Maria do Carmo Cioffi Garutti (grupo 6).
Olá Maria do Carmo! Obrigada pelos elogios, ficamos muito contentes! O seu blog também está lindo! Parabéns!
ResponderExcluir